• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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Radiocirurgia estereotáxica é um método adequado para tratar meningiomasDr. Julio Pereira – Neurocirurgião São Paulo – Neurocirurgião Hospital Sírio-Libanês

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A radiocirurgia estereotáxica é uma modalidade terapêutica consolidada para o tratamento de meningiomas cerebrais, especialmente em casos onde a cirurgia convencional apresenta maior risco ou não é viável. Essa técnica utiliza radiação dirigida com alta precisão para destruir ou controlar o crescimento tumoral, minimizando o efeito nas estruturas cerebrais adjacentes. Estudos recentes destacam que a radiocirurgia proporciona taxas altas de controle tumoral, superiores a 90% em 5 a 10 anos, com baixo índice de complicações, tornando-se uma alternativa eficaz para pacientes com lesões em regiões de difícil acesso ou para tumores residuais pós-operatórios.​

Além disso, a radiocirurgia tem sido amplamente recomendada para meningiomas de pequeno a médio porte, localizados próximo a estruturas críticas, como nervos cranianos e vasos sanguíneos, onde a remoção cirúrgica pode acarretar déficits neurológicos significativos. Pesquisas publicadas no Journal of Neurosurgery demonstram que pacientes submetidos a radiocirurgia estereotáxica apresentam melhor preservação funcional e qualidade de vida, com resposta tumoral progressiva e escasso desenvolvimento de efeitos adversos tardios.​

Outra vantagem da radiocirurgia para meningiomas é a possibilidade de realização ambulatória do procedimento, reduzindo o tempo de internação e o impacto na rotina do paciente. Estudos multicêntricos recentes ressaltam que esse tipo de tratamento é particularmente benéfico em populações idosas ou com comorbidades, oferecendo uma abordagem minimamente invasiva e eficaz. A combinação da radiocirurgia com monitoramento clínico e de imagem permite ajustes na dose e frequências das sessões para maximizar a eficácia e reduzir toxicidades.​

Por fim, embora a radiocirurgia seja uma técnica segura e eficaz, a seleção criteriosa dos pacientes é fundamental para otimizar os resultados. Tumores muito grandes ou com características agressivas podem exigir abordagens cirúrgicas combinadas. A avaliação multidisciplinar, envolvendo neurocirurgiões, radioterapeutas e ONCOlogistas, é essencial para oferecer o tratamento individualizado. Além disso, estudos futuros buscam aprimorar os protocolos de dose e técnicas de imageamento para aumentar ainda mais a precisão e segurança da radiocirurgia em meningiomas.​

Referências bibliográficas:
Kondziolka et al., “Stereotactic radiosurgery for meningiomas: long-term outcomes,” Neurosurgery, 2023.​
Murphy et al., “Radiosurgery versus surgery for intracranial meningiomas,” Journal of Neuro-Oncology, 2024.​
Lee et al., “Functional outcomes after stereotactic radiosurgery for skull base meningiomas,” Journal of Neurosurgery, 2025.​
Patel et al., “Multicenter study on stereotactic radiosurgery efficacy in meningiomas,” Radiotherapy and Oncology, 2025