O meningioma frontal é um tumor geralmente benigno que surge nas meninges da região frontal do cérebro, área relacionada a comportamento, planejamento, humor e funções executivas. Por crescer lentamente, pode permanecer assintomático por anos ou causar sintomas sutis, como mudanças de personalidade, irritabilidade, apatia, dificuldade de concentração ou alterações de humor, que muitas vezes são notadas primeiro pela família. Outros sinais incluem dor de cabeça, crises convulsivas e, em alguns casos, fraqueza de um lado do corpo quando o tumor comprime áreas motoras próximas.
A maioria desses tumores é descoberta por ressonância magnética, que mostra uma lesão extra-axial, bem delimitada e que capta contraste de forma intensa. Por estarem localizados na convexidade cerebral, longe de nervos cranianos e grandes vasos da base do crânio, os meningiomas frontais costumam ser de acesso cirúrgico relativamente favorável. O tratamento de escolha para lesões sintomáticas ou em crescimento é a ressecção microcirúrgica, com o objetivo de retirar o tumor e a sua inserção dural sempre que possível (ressecção Simpson grau I).
Quando a ressecção é completa em meningiomas grau 1 da OMS, as taxas de controle a longo prazo são elevadas e muitos pacientes apresentam melhora significativa dos sintomas, inclusive das alterações cognitivas e de comportamento. A radiocirurgia ou radioterapia ficam reservadas para casos de ressecção incompleta, tumores de grau 2 ou 3, ou pacientes que não podem ser operados. O acompanhamento com ressonância magnética periódica é essencial para detectar eventual recidiva precocemente.
O prognóstico do meningioma frontal benigno é geralmente bom, especialmente quando o diagnóstico ocorre antes de haver compressão importante do cérebro. A avaliação individualizada por neurocirurgião experiente permite equilibrar a indicação cirúrgica com a preservação da função neurológica e a qualidade de vida do paciente.