O Hemangioma Vertebral é o tumor ósseo benigno mais comum da coluna, afetando cerca de 10% a 12% da população geral. Ele consiste em uma proliferação anormal de vasos sanguíneos dentro do corpo da vértebra, substituindo parte do tecido ósseo normal por tecido vascular e gorduroso. Apesar do nome “tumor” assustar, é uma lesão não cancerosa (benigna) que raramente sofre transformação maligna ou se espalha para outras partes do corpo. Geralmente, localiza-se na coluna torácica ou lombar.
Sintomatologia e Comportamento
A vasta maioria dos hemangiomas vertebrais é assintomática e descoberta apenas acidentalmente durante exames de rotina para outras condições. No entanto, uma pequena porcentagem (cerca de 1%) pode se comportar de maneira agressiva. Nesses casos, o hemangioma pode crescer e expandir o corpo vertebral, causando dor nas costas localizada, que não melhora com repouso. Em situações mais graves e raras, a expansão pode comprimir a medula espinhal ou raízes nervosas, levando a déficits neurológicos, como fraqueza nas pernas ou alterações de sensibilidade.
Diagnóstico por Imagem
O diagnóstico é quase sempre realizado por meio de exames de imagem, sendo a Ressonância Magnética (RM) e a Tomografia Computadorizada (TC) as principais ferramentas. Na TC, o hemangioma apresenta um aspecto muito característico conhecido como “sinal do favo de mel” ou “veludo cotelê”, devido ao espessamento das trabéculas ósseas verticais (pequenas vigas de suporte dentro do osso). A RM é fundamental para avaliar o componente de gordura e sangue da lesão, além de verificar se há alguma compressão das estruturas nervosas adjacentes.
Tratamento e Intervenção
Para a maioria dos pacientes assintomáticos, nenhum tratamento é necessário, apenas observação periódica. Quando o hemangioma causa dor ou apresenta risco de fratura vertebral, o tratamento mais comum é a vertebroplastia ou cifoplastia. Nesses procedimentos minimamente invasivos, injeta-se cimento ósseo cirúrgico dentro da vértebra para fortalecer a estrutura e eliminar a dor. Em casos muito agressivos com compressão neurológica, pode ser necessária cirurgia descompressiva aberta ou RADIOCIRURGIA para reduzir o tamanho da lesão vascular.