Prednisona e prednisolona, corticosteroides sintéticos, mimetizam o cortisol endógeno, elevando níveis que interferem no eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal e no sistema nervoso central, causando ativação excessiva do humor, insônia, nervosismo e ansiedade, especialmente em doses >20 mg/dia ou uso prolongado. Esses efeitos surgem nas primeiras 24-48 horas, dose-dependentes, afetando 10-30% dos pacientes, com piora em suscetíveis a TAG ou bipolaridade.
Sintomas Comuns Relatados
Insônia é o mais frequente, com dificuldade para adormecer ou sono fragmentado, seguido de irritabilidade, euforia inicial evoluindo para ansiedade, palpitações, pensamentos acelerados e, raramente, mania ou psicose em doses altas. Nervosismo se manifesta como hiperirritabilidade e explosividade; ansiedade pode cronificar se uso >2 semanas, com fadiga paradoxal ao parar. Tomar pela manhã minimiza, mas não elimina o risco.
Fatores de Risco e Duração
Piores em idosos, diabéticos, hipertensos ou com histórico psiquiátrico; duração varia de dias (curto prazo) a semanas pós-suspensão, com rebote adrenal agravando. Em reumatologia ou neurologia, doses altas para crises (ex.: 1mg/kg prednisona) elevam incidência para 50%; monitorar com escalas como HAD ou PSQ.
Manejo e Alertas
Reduza dose gradualmente, evite uso noturno, associe melatonina ou ansiolíticos sob orientação; informe médico imediatamente se sintomas intensos, priorizando benefícios (asma, artrite) vs. riscos. Não suspenda abruptamente para evitar crise adrenal; maioria tolera bem, mas vigilância é essencial em tratamentos >7 dias.