• Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
  • Residência de Neurocirurgia na Santa Casa de Belo Horizonte.
  • Fellow em Radiocirurgia e Neurocirurgia Funcional pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) EUA.
  • Neurocirurgião do Corpo clínico do Hospital Sirio Libanês e Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo
  • Autor do Neurosurgery Blog
  • Autor de 4 livros
  • Colaborador na criação de 11 aplicativos médicos.
  • Editor do Canal do YouTube NeurocirurgiaBR
  • Diretor de Tecnologia de Informação da Associação Paulista de Medicina (APM) 
  • Delegado da Associação Médica Brasileira (AMB)

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🚨 FEBRE: SINAL ESTRANHO de CÂNCER que preocupa! JULIO PEREIRA NEUROCIRURGIÃO

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A febre é uma resposta biológica natural e muito comum do organismo, geralmente associada a infecções corriqueiras, como gripes, resfriados ou inflamações passageiras. No entanto, quando ela se manifesta de forma persistente, prolongada e sem uma causa aparente — como a ausência de coriza, dor de garganta ou outros sinais infecciosos —, pode atuar como um importante sinal de alerta. Nesses casos atípicos, a febre deixa de ser apenas uma reação temporária e passa a exigir uma investigação médica mais aprofundada.

Em contextos oncológicos, a febre pode surgir como um sintoma inicial ou de progressão da doença. Isso ocorre porque o crescimento de certas células tumorais pode liberar substâncias inflamatórias no sangue, chamadas citocinas, que alteram o termostato natural do corpo localizado no hipotálamo. Além disso, o próprio esforço do sistema imunológico para combater o avanço do tumor ou a ocorrência de infecções secundárias decorrentes da fragilidade do organismo podem manter a temperatura corporal elevada.

Esse tipo de febre é frequentemente observado em tumores que afetam o sistema sanguíneo e linfático, como leucemias e linfomas, mas também pode estar associado a tumores sólidos em estágios mais avançados, como no rim ou no fígado. Uma característica marcante que costuma preocupar os pacientes é a sua persistência: ela pode ir e vir durante semanas, muitas vezes acompanhada de suores noturnos intensos, perda de peso inexplicável e fadiga extrema, sem que haja melhora com o uso de antitérmicos comuns.

A presença de febre não deve ser motivo para pânico imediato, pois o diagnóstico de câncer envolve uma série de critérios clínicos e exames específicos. Contudo, ignorar uma febre recorrente e inexplicável pode atrasar a identificação de condições sérias. A recomendação fundamental é buscar avaliação médica quando a temperatura corporal elevada persistir por mais de alguns dias sem motivo evidente, permitindo uma investigação detalhada que garanta o diagnóstico correto e o tratamento adequado o mais cedo possível.